No mundo da Inteligência Artificial haverá lugar para os humanos?
Varias tem sido os alertas sobre os
perigos de se confiar excessivamente nos avanços tecnológicos sem se preocupar
com seus reflexos na existência humana. Fora os filmes apocalípticos, tipo O
Exterminador do Futuro e correlatos, esses alertas parecem coisa de teoristas e
fanáticos anti-tecnologia. Não é!
Nas palavras de Stuart Russell,
professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, que dedica-se há décadas
ao estudo da Inteligência Artificial (IA), mas também é um de seus mais
conhecidos críticos - ao menos do modelo de IA que ele ainda vê como
"padrão" pelo mundo, o modelo
predominante de Inteligência Artificial é, em sua opinião, uma ameaça à
sobrevivência dos seres humanos.
Mas por que um avanço que só tem melhorado as condições de vida
em todas as nações, pode se tornar uma ameaça a vida no planeta?
Segundo o pesquisador é com a
forma como essa inteligência tem sido programada por seus desenvolvedores
humanos, que preocupam, pois: elas são incumbidas de otimizar ao máximo
possível suas tarefas, basicamente a qualquer custo, assim, tornam-se
"cegas" e indiferentes aos problemas (ou, em última instância, à
destruição) que podem causar aos humanos.
Outros como Mark Zuckeberg, aquele do
Facebook, Instagran e Whatsapp, discordam e dizem que são alarmismos que beiram
as teorias conspiratórias. A pouco ele e sua empresa foram acusados por uma ex
funcionaria de promoverem suas plataformas em busca de recursos financeiros,
coisa que para eles tem se tornado mera formalidade, sem se importar com o
estrago que tem causado a jovens, crianças e ao próprio processo democrático.
Para se ter uma idéia cerca de 2.600.000.000 (dois bilhões e seicentas mil)
pessoas hoje estão plugadas, ou melhor, conectadas a elas em todo o mundo, ou
seja, mais de um terço da população mundial. Responsabilidade com a raça humana
é o mínimo que se espera desses empresários do mundo tecnológico, pois se formos
partir para o dinheiro a qualuer custo, esse custo pode significar vidas
humanas e um futuro incerto ao estilo Arnold
Schwarzenegger,
